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A falta de produto na mesa dos brasileiros foi alertada pelo Conselho Brasileiro de Feijão

A falta de produto na mesa dos brasileiros foi alertada pelo Conselho Brasileiro de Feijão

19/06/2018

Por ocasião da greve dos caminhoneiros, em maio desse ano, Marcelo Eduardo Lüders, vice-presidente do Conselho Brasileiro de Feijão e Pulses e presidente do Instituto Brasileiro do Feijão e Pulses manifestou a preocupação com a situação da greve dos motoristas em todo Brasil. De acordo Marcelo, a manifestação expôs a falta de uma política tributária clara no Brasil, bem como a fragilidade a que os consumidores brasileiros estão expostos.

Segundo Lüders, não demorou para o efeito da greve chegar ao consumidor e com consequências sérias. O Brasil consome diariamente cerca de 300 caminhões de Feijão e rapidamente o efeito chegou até as gôndolas.

Ele apontou o raro alinhamento nas percepções do produtor e da indústria, pois ambos se consideram órfãos de políticas que protejam uma cultura como o Feijão, o que tem relação direta com a segurança nacional.

“Alimento básico quando falta pode trazer manifestações acaloradas. Todos os envolvidos já estão com os nervos à flor da pele. A cadeia produtiva já enfrenta aumento de custos pela valorização do dólar, o impacto direto na produção e transporte com as elevações do óleo diesel, aumento do custo de embalagens e, por outro lado, os preços abaixo do custo na gôndola que vêm sendo praticados. Não há dúvidas de que o setor acaba exposto aos efeitos da greve”, explicou, na ocasião o vice-presidente do CBFP.

Lüders alertou que a situação era preocupante e duraria algumas semanas. Porém, apontou que o tema não deve passar batido durante o VI Fórum de Feijão, Pulses e Colheitas Especiais, que justamente também foi afetado pela greve e precisou ser adiado para agosto, nos dias 15, 16 e 17, em Curitiba (PR).

“Este movimento coincidiu com um número recorde de inscrições que já tínhamos. O evento discutirá desde a pesquisa e o aprimoramento das culturas, até estes temas mais urgentes para o setor, que passam necessariamente pelas políticas públicas que têm impactado negativamente da tributação ao consumo”, antecipa Marcelo Lüders.

 

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