Site em Inglês

Notícias

FÓRUM APRESENTA PERSPECTIVAS PARA O MERCADO DO FEIJÃO EM 2018 E 2019

FÓRUM APRESENTA PERSPECTIVAS PARA O MERCADO DO FEIJÃO EM 2018 E 2019

21/08/2018

Com queda no consumo do Feijão no último ano, IBRAFE destaca oportunidades para que setor amplie diversificação e aumente consumo dos grãos

A queda no consumo do Feijão é uma realidade no País. Dados apresentados pelo presidente do Instituto Brasileiro do Feijão e Pulses (IBRAFE), Marcelo Eduardo Lüders, mostram que a redução chegou a 20,5% em Curitiba (PR) e a 8,3% em São Paulo (SP) em 2017, sendo que a média nacional alcançou uma retração de 6,5%. No entanto, há cidades brasileiras onde o consumo deste tipo de produto continua forte, como Belo Horizonte, Cuiabá, Goiânia e João Pessoa, entre outras. Nestes casos, o feijão aparece na alimentação pelo menos cinco vezes na semana na parcela acima de 70% da população.

“São lugares que consomem diferentes Feijões, de diferentes formas, como o tropeiro, a salada. É possível fazer essa relação entre a variedade e as formas de apresentar para justificar este consumo sustentado”, afirmou Lüders, durante a sua palestra “Perspectivas Feijão e Pulses 2018/2019” no VI Fórum Brasileiro do Feijão, Pulses e Colheitas Especiais, realizado em Curitiba.

Além disso, para Lüders, é preciso aproveitar a “janela de oportunidades” com o crescimento exponencial dos vegetarianos e veganos, que utilizam o Feijão e as pulses como fontes de proteína vegetal. As leguminosas também podem ser melhor trabalhadas no mercado como “amigos da saúde”, pois cada vez mais os consumidores estão atentos a produtos que tenham este valor agregado. Lüders mostrou exemplos de redes de supermercados e de produtores que valorizaram o fato de o Feijão não ter glúten e ser um produto benéfico ao coração.

No entendimento dele, todos os integrantes da cadeia do Feijão devem se mobilizar para não agir apenas quando o consumo em determinadas regiões cair ainda mais. Além disso, o esforço é necessário para confirmar uma projeção divulgada pelo Ministério da Agricultura para a produção de Feijão para os anos de 2026 e 2027, de até quatro milhões de toneladas.

Lüders apresentou ainda os cenários futuros para o Feijão carioca, o mais produzido e consumido no País atualmente. De acordo com ele, há a perspectiva de baixo preço em agosto, o que deve desestimular o plantio da primeira safra 2019. Também deve ocorrer a menor oferta no período de janeiro a abril, e os preços estimularão a produção na segunda safra, conforme a análise do presidente do IBRAFE.

No caso das exportações, em 2018 as vendas devem ficar abaixo das registradas no ano passado. Lüders aproveitou para fazer um alerta aos produtores e empresários do setor em relação ao Feijão enviado ao exterior. “Chegou a hora de pensar na rastreabilidade. Isto será fundamental para a aceitação do nosso produto lá fora e, daqui a pouco, o mesmo ocorrerá no mercado interno também”, comentou.

Assessoria de Imprensa
VI Fórum de Feijão, Pulses e Colheitas Especiais
Interact Comunicação e Assessoria de Imprensa
Juliane Ferreira – (41) 9 9997-2971
juliane@interactcomunicacao.com.br

Notícias Relacionadas