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PESQUISA COMPROVA PREFERÊNCIA DO BRASILEIRO POR FEIJÃO CLARO

PESQUISA COMPROVA PREFERÊNCIA DO BRASILEIRO POR FEIJÃO CLARO

17/08/2018

Dados do estudo foram apresentados no VI Fórum Brasileiro do Feijão, Pulses e Colheitas Especiais  

A pesquisadora Priscila Zaczuk Bassinello, da Embrapa, mostrou os resultados de seu estudo sobre o escurecimento do Feijão e se a percepção quanto ao consumo do produto neste estado durante o segundo dia do VI Fórum Brasileiro do Feijão, Pulses e Colheitas Especiais, realizado em Curitiba (PR). A partir de dados coletados com um público amplo, de diferentes perfis, dentro da própria Embrapa, ela pôde constatar o que se percebe nas compras dos brasileiros: existe uma preferência pelos grãos claros, com a ideia de que eles sejam mais frescos, novos, mais fáceis de cozinhar e mais macios.

O escurecimento do Feijão carioca ao longo do armazenamento se tornou uma questão a ser estudada, pois poderia se transformar de um “vilão”, pois gerava desperdício e prejuízo, para uma oportunidade.

Uma grande parcela dos entrevistados – 47% – afirmou que comeria normalmente o Feijão que estivesse armazenado mais de seis meses, desde que a aparência da leguminosa estivesse próxima do que ele considerava normal. No entanto, parte dos entrevistados também informou que não deixaria de consumir o Feijão caso ele estivesse mais escuro e que não achava que o produto pudesse perder o seu valor nutricional neste período. Além disso, as entrevistas também apontaram que a preferência pelo Feijão cozido mais escuro e com caldo mais espesso.

Priscila aprofundou a pesquisa para entender os fatores que influenciavam no escurecimento do Feijão, escolhendo cinco genótipos, com características diferentes sem relação à coloração e luminosidade. No período de seis meses, submeteu-os a variadas temperaturas, para verificar estas mudanças, além de analisar o que ocorreria depois com este Feijão assim que ele passava pelo cozimento.

“Pudemos verificar que, independente da tendência para se tornar mais escuro, o componente de cor mostrou uma tendência de se intensificar a partir do aumento da temperatura”, salientou a pesquisadora. Priscila ainda comentou que o escurecimento é sempre acompanhado de endurecimento, mas em proporções diferentes, conforme o ambiente e o genótipo.

No entendimento da pesquisadora, é necessário mudar o conceito junto ao consumidor de que Feijão mais escuro tem menos valor. “Se começarmos os investimentos apenas em grãos mais claros, o que não sou contra, pode haver confusão posterior na cabeça no consumidor, pois hoje há a associação de que grão claro é de cozimento mais fácil. Mas o grão claro armazenado por mais de seis meses pode se manter claro, mas ele vai endurecer. E o consumidor vai ficar confuso e será criado outro problema. No entanto, também devemos pensar em como podemos armazenar o Feijão e garantir a qualidade ou até quando é possível ter essa qualidade garantida”, afirmou.

O encontro segue até sexta-feira, 17, no Expo Unimed Curitiba, localizado dentro da Universidade Positivo. A programação completa pode ser acessada em forumdofeijao.com.br. É possível se inscrever no local ou acompanhar a transmissão de algumas das palestras pelo site do evento.

 

Assessoria de Imprensa
VI Fórum de Feijão, Pulses e Colheitas Especiais
Interact Comunicação e Assessoria de Imprensa
Juliane Ferreira – (41) 9 9997-2971
juliane@interactcomunicacao.com.br

 

 

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